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Ártico (Polo Norte)

Ártico (Polo Norte)

Ártico é o nome que se dá à região que fica em torno do polo Norte. Inclui o oceano Ártico, milhares de ilhas e a parte norte dos continentes europeu, asiático e norte-americano.
É uma região estratégica do ponto de vista político e militar. Alguns países do hemisfério Norte, como o Canadá, a Rússia e os Estados Unidos, mantêm bases militares no Ártico para proteger suas fronteiras e rotas comerciais. Paralelamente, os cientistas vêm estudando a vida animal e vegetal da região com o objetivo de descobrir meios de sobrevivência humana no Ártico.

Território Ártico

O Território Ártico é formado pelas regiões setentrionais do Alasca, do Canadá, da Noruega, da Suécia, da Finlândia e da Rússia. Inclui também a Groenlândia e a maior parte da Islândia.
Ao sul do Ártico, fica uma região que possui um inverno igualmente frio, mas verões mais quentes. É uma área comumente chamada de subártica. É formada por todas as áreas ao norte que registram temperaturas médias inferiores a 10°C, durante mais de quatro meses ao ano. Estão incluídas áreas da Ásia Central e a Sibéria, o centro do Alasca e do Canadá e partes do norte da Europa.
Mapa do Ártico

Recursos naturais

Os Recursos Naturais do Ártico têm sido utilizados ao longo da história, especialmente suas fontes alimentares. Durante o último período da Idade do Gelo na Europa, há cerca 10 mil anos, os homens já caçavam no Ártico. A melhor área pesqueira do mundo fica nas bordas da região, sobretudo nas costas da Groenlândia e da Islândia.
O Solo forma-se vagarosamente no Ártico, basicamente porque o frio rigoroso e a neve abundante retardam o processo de decomposição das rochas. Abaixo do solo há uma camada permanentemente congelada, denominada permafrost (permanent frost, que significa congelamento permanente), que pode atingir profundidade de até 300 m. O calor da primavera derrete apenas o gelo do solo.

Recursos minerais

Valiosos depósitos de carvão localizam-se no Alasca, no Canadá, na Groenlândia e na Sibéria. Os noruegueses e os russos exploram as minas em Svalbard, um grupo de ilhas norueguesas no oceano Ártico.
As áreas subárticas do Canadá possuem depósitos de minerais radiativos, incluindo o tório e o urânio. Também no norte do Canadá e da Rússia encontram-se depósitos de chumbo, ferro, níquel e petróleo. O Alasca possui grandes reservas de petróleo.
A Noruega, a Suécia e a Finlândia dispõem de minas de ferro, enquanto o Alasca, o Canadá e a Rússia exploram minas de ouro e cobre. Na parte ártica da Rússia há também minas de estanho. Os maiores depósitos naturais conhecidos de criolita, mineral usado para a fabricação de alumínio e de vidro, ficam na Groenlândia.

Vegetação

Planícies baixas e pantanosas, liquens e arbustos cobrem a maior parte das terras no norte da Rússia, da Sibéria e do Canadá. Tais áreas são denominadas tundra. Outras plantas árticas comuns são a grama, o carriço e flores como as saxífragas. Esfagnos e plantas semelhantes desenvolvem-se em charcos, ao lado de outros tipos de musgo.
Crescem em torno de 1.700 tipos de planta no Ártico e no Subártico. Entre elas estão 900 variedades de flores. Durante o verão, nascem papoulas e campainhas na região.

Fauna

Os animais mais comuns no Ártico e no Subártico são a rena e o caribu. Grandes rebanhos desses animais vagueiam pelas pastagens árticas. Também habitam a região arminhos, martas, zibelinas (muito procurados por caçadores devido ao alto valor comercial de suas peles), ursos, raposas, lebres e esquilos.
Os lemingues e os arganazes, pequenos animais semelhantes a camundongos, competem com os caribus e com as renas pela grama ártica.
Um único casal de lemingues ou de arganazes pode dar à luz mais de uma centena de filhotes, em um ano. Seu número atinge um ponto extremo a cada três ou quatro anos. Tal ciclo interfere na população de outros animais e mesmo na dos homens. Raposas e aves, como a coruja-da-neve, alimentam-se desses pequenos animais.

Clima

As temperaturas de inverno ficam em torno de 34°C negativos em quase todo o Ártico, incluindo a área em volta do polo Norte.
O clima mais frio localiza-se no nordeste da Sibéria, na região que cerca Verkhoyansk. As temperaturas de janeiro descem, em média, a 40°C negativos, já tendo atingido 69°C negativos, provavelmente a mais fria já verificada no polo.
As demais áreas da Sibéria e as seções subárticas da Ásia Central, Canadá e Alasca Central possuem, em média, temperaturas de 29°C negativos. Os invernos mais suaves são registrados nas regiões costeiras dos oceanos Atlântico e Pacífico, onde as temperaturas de janeiro ficam em torno de 1°C negativo. Nessas regiões os verões são mais amenos, com temperaturas de julho em torno de 7°C.
Os verões mais quentes ocorrem no interior siberiano, no Alasca e no Canadá. Nessas regiões as temperaturas médias ficam em torno de 16°C. Bases meteorológicas já registraram, nessas regiões, temperaturas de 32°C.
Em muitas regiões árticas, o índice pluviométrico atinge 150 mm a 250 mm por ano, o que inclui a neve derretida. Trata-se de um índice inferior ao que se verifica em alguns dos maiores desertos do mundo. A despeito do baixo índice pluviométrico anual, as terras árticas podem ter um subsolo bastante úmido porque a umidade evapora vagarosamente e as condições de drenagem mostram-se precárias.

Povos árticos

A população do Ártico possui origens diversas.
A base de sua alimentação é constituída de carne e peixe. A maioria dos habitantes das costas árticas vive da pesca e da caça de focas e de baleias.
Os Esquimós predominam entre os povos árticos. Suas aldeias espalham-se do nordeste da Groenlândia à costa siberiana do Mar de Bering.
Americanoides. Diversas tribos do nordeste da Sibéria assemelham-se tanto aos índios da costa noroeste do Pacífico, em suas características físicas, que os cientistas costumam chamá-las de americanóides. Seu modo de vida, porém, aproxima-os muito mais dos esquimós. Tais povos recebem ainda a denominação de paleo-siberianos. Entre as tribos americanoides, acham-se a dos chukchi, a dos koryak e a dos kamchadais.
Povos Mongóis vivem na região centro-norte da Sibéria. Os iacutos ocupam a região a oeste dos paleo-siberianos. Criam renas e cães. Os tungus moram ao longo de afluentes do rio Ienissei e vivem da criação de renas e eventualmente da pesca.
Os Fineses vivem nas seções árticas da Rússia europeia. São parentes dos modernos finlandeses ou suomis. Os zirianos constituem o maior desses grupos. No extremo norte, levam vida nômade como criadores de renas.
Os Lapões habitam o norte da Noruega, da Suécia e da Finlândia. Dedicam-se à criação de renas há pelo menos mil anos.
Por: Wilson Teixeira Moutinho

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